terça-feira, 5 de abril de 2011

Novo! Comunidade no Orkut.

Mais uma novidade saindo quentinha para vocês. Agora no orkut, está lançada a comunidade do Blog : Narra_Ativa. Isso facilitará , e muito, o atendimento às suas sugestões, seus comentários, etc. Se for de interesse, gostaria que, pelo menos, vissem a tal comunidade. Vlw e até o próximo post! o/

- Próximo Post - Será lançado daqui a alguns dias, pois estou escrevendo ainda a narrativa Resident Evil. Peço que tenham paciência e que sigam o Blog.

Aviso

Como me foi sugerido, os próximos posts serão divididos por páginas, ou capítulos. A narrativa não será postada por inteira, assim, não dará preguiça de ler. xD
E com isso, haverá mais emoção, pelo motivo de prender a atenção do leitor. De acordo com esse esquema, será postado um trecho da narrativa, dia sim , dia não. Vlw e até o próximo post. o/

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Anúncio

Ha Ha Ha, se tinha alguém esperando por isso - creio que ninguém -, agora chegou o momento dos próximos posts. Uma incrível e alucinante aventura baseada no jogo Resident Evil. Aqui embaixo está postada a foto do RE 4, mas não necessariamente será sobre ele. Vlw e até o próximo post o/

sábado, 2 de abril de 2011

Demônios Também Choram

Minha segunda postagem, espero que gostem. Essa não possui ação como a do Dante, porém, é tão emocionante quanto. Outra diferença, é o fato desta não ser dividida em capítulos.



“ Olá a todos, meu nome é Nero. Isso é tudo o que precisam saber sobre mim, de início. Espero que em poucas linhas, consiga descrever toda minha vida, ou pelo menos a melhor parte dela.
Eu era uma pessoa normal, até completar 17 anos. Fazia coisas normais, como jogar futebol, namorar algumas meninas, estudar, me socializar. Mas enfim, isso não vem ao caso, por que a minha vida se torna interessante no momento em que paro de tentar ser normal, e começo a fazer aquilo o que faço de melhor, viver com demônios.
No dia 27/07/2011, um mês depois no meu aniversário, sinto que passo por certas mudanças e falo com meus pais sobre isso. Primeiramente, eles me perguntam que mudanças seriam essas, pedindo para que eu seja mais específico. Eu tento ser. Errei ao tentar ser específico, pois a única coisa que consigo, dizendo a verdade, é uma sombra de dúvida. Dizem, meus pais, que eu já passara da idade de fazer brincadeiras desse tipo, porém, o que eles não sabiam, era que eu já chegara numa idade em que eu mesmo não suportaria tais brincadeiras.
Tendo comigo, a ausência da confiança de meus pais e uma porção de dúvidas, me encaminho ao colégio, onde esperava que minha loucura passasse. Esse acontecimento era tão surreal, que eu mesmo não estava mais acreditando que isso poderia estar acontecendo comigo, um garoto de apenas 17 anos. Continuando, peguei um ônibus até a rodoviária, pois meu pais estava com febre, e não levantou da cama para me levar. Esperei alguns minutos até que aquele veículo decorado com duas listras paralelas, de cores azul e vermelha, acrescentadas de uma palavra escrita em preto “ N. S. da Penha “ chegasse até o lugar reservado para tal. Subi nele, e como de costume, sentei no último banco, mais precisamente, no meio. Depois de viajar um pouco, no sentido denotativo da palavra, olhei para a roleta, esta decorada com uma pintura de cor vermelha e que já estava enferrujando, mas o que me atraiu não foi a roleta, propriamente dita, e sim, uma mulher de longos cabelos loiros, lindos olhos azuis, uma pele branca e perfumada, e um corpo de modelo. Corado de vergonha, desviei meu olhar para a direita, ou para a esquerda. Não lembro muito bem para qual direção desviei o olhar, mas pelo nervosismo em que eu me encontrava, talvez olhasse até para o chão. Como se não bastasse, ela estava vindo em minha direção. Enquanto olhava para a direita ou para a esquerda, aquela linda mulher continuava andando em direção à mim, e de repente:
- Com licença, por favor. – Dizia a linda jovem –
- Ah! Sim, claro. Desculpe – Dizia eu –
Ela sentou na poltrona à minha direita. Então, nada mais lógico para alguém que estava envergonhado, do que olhar na direção contrária. Mas logo que fiz isso, ela começou a conversar comigo.
- Não se preocupe menino, pode olhar-me.
- Ahn? Nã-Não, eu estava apenas olhando para lá. – Apontei para a minha direita –
Então ela não satisfeita, me provoca ainda mais.
- Você me acha bonita?
E eu, inocentemente, respondo:
- Sim, claro. Quem não acharia?
Então um enorme silêncio permanecera no ambiente, até que fora quebrado pelo barulho mecânico do ônibus. Sua voz é tão doce que qualquer um seria capaz de se apaixonar por ela, só de a ouvir falar. Perguntei seu nome, e ela me respondeu:
- Andressa, e o seu ?
- Nero.
- Nero? Que nome estranho. – Critica Andressa –
- Eu também acho, mas tenho a impressão de que tenho esse nome com algum objetivo, não sei. Talvez. – Respondo, eu –
Ela me perguntara o que eu sonhava em fazer, o que mais me fazia sentir prazer ao fazer. E logo em seguida, sem deixar eu responder, Andressa me perguntou se eu estava sentindo como se algo em mim, estivesse mudando. Então logo percebi algo diferente em seus olhos. Não era a cor, pois continuavam azuis e esbeltos, mas algo profundo, algo que internamente mudou. Pensei talvez se ela soubesse de algo sobre a minha capacidade de ver certos demônios, porém, descartei essa possibilidade. Aquele rostinho meigo e liso, aparentemente, não faria mal à ninguém. Mas só aparentemente.
Sem que eu notasse, um homem, de pele morena, mais baixo que eu, um pouco forte, com cabelo raspado, uma blusa de gola V roxa, calça jeans e um tênis normal, sentou na poltrona à minha esquerda. Mas o que mais me chamou a atenção, foi o fato de não comentar nada sobre Andressa, ou pelo menos, o fato de olhar para ela. Nada. Ele simplesmente passou e sentou ao meu lado. Por um momento, tive a impressão de que Andressa não existia, porque uma linda garota como ela, qualquer um notaria, mas enfim, ele não notou.
Reparando em mim e sentindo minha preocupação e dúvida, Andressa me pergunta :
- Tudo bem com você? Parece pálido.
E eu realmente estava, podia notar. Quando o vento soprou em meu rosto, senti que estava mais gelado. Então, respondi :
- Não, Não Andressa, estou bem.
Logo que disse essas simples e refletivas palavras, o tal homem que sentou-se à minha esquerda, perguntou :
- Ei garoto, falou comigo?
- Não, falei com ela. – Apontei para Andressa –
Olhei na direção dela, mas pude ouvir o tal homem sussurrando como se eu estivesse doido. Não entendi nada, mas deixei passar. No ponto seguinte, Andressa desce e então, uma parte de mim, fica aliviada, mas a outra, fica com “ gostinho de quero mais “.
Logo que ela desce, eu pergunto ao homem :
- Cara, você viu que mulher linda?
- Quem? Aonde? - Perguntou ele, confuso –
- A que acabou de descer.
- Ih, garoto, você está ficando doido, por que a única pessoa que desceu foi uma senhora de, aproximadamente, 72 anos de idade, há 3 pontos daqui.
- Ah, então você não reparou. – Disse eu, triste pelo fato do homem não ter visto Andressa –
- Talvez sim, talvez não. – Concluiu ele –
Alguns minutos depois, chego ao meu destino. Desço do ônibus e espero por mais um ônibus, que me levaria até o colégio. A boa notícia, é que agora, há uma grande variedade de ônibus que me servem, então, não demoro muito até pegar um, este que por sinal, era decorado com listras brancas e amarelas, com uma estrela desenhada em rabiscos, não me lembro bem do número, mas tenho a impressão de que era 651. Subi no ônibus e passei na roleta, e então, como de costume, olho rapidamente para todos os passageiros, para ver se reconheço alguém. Desta vez, olhei e reparei numa mulher, que parecia ter 20 anos, cabelos pretos, longos e liso, usava uma franja, dobrada pra direita. Sentava em um dos únicos bancos à frente, e usava um óculos de lentes escuras, mas não Transition. Tive a sensação de reconhecer aquele rosto, mas não me lembrava de ninguém que pudesse ser tão bonita quanto ela. Dez minutos se passaram, e eu permaneci em pé, na roleta, encarando aquela linda menina branca de cabelos lisos, até que chegou a minha hora de descer. Coincidentemente, ela desce junto comigo. Ando, alguns metros de cimento para chegar ao colégio, cuja pintura lembra as cores do meu estado, azul e branco. Um lugar enorme, cuja entrada há bandeiras nacionais e estaduais. E no alto do edifício, um relógio localizado ao centro.
Reparo que nele, estão várias pessoas sentadas, conversando, porém, olho para cada uma delas e não reconheço nenhuma. Será coincidência ou apenas nenhum dos meus amigos chegou? Considerei aquilo como normal, aliás, já tinha acontecido coisas surreais demais por hoje. Resolvi entrar no colégio, mas não poderia, pois o portão ainda estará fechado. Disse ao porteiro, que era para ir ao banheiro, então ele me deixou passar. No caminho, não deixei de notar aquela linda mulher morena dos cabelos lisos e pretos que pegara o mesmo ônibus que eu, só que agora, ela estava conversando com o diretor, se apresentando como a mais nova professora de Inglês da turma 31421, do curso de Mecânica Industrial. Quando eu ouvi aquilo, não acreditei, ela seria minha professora na primeira aula do turno da manhã aos sábados. Era pouco, mas aquilo já me deixava feliz e doido para espalhar a notícia aos meus companheiros de classe. Olhar para essa morena, me fazia lembrar de Andressa, aquela menina loira que conheci no ônibus, e me fazia pensar em que mesmo a minha futura professora sendo tão esbelta, sabia que Andressa realmente mexeu comigo, e o pior é que não foi pouco.
Quando volto do banheiro, para sair do colégio e voltar ao pátio, minha futura professora de Inglês, vem em minha direção, e diz :
- Olá aluno, me conhece?
Então eu respondo :
- Conheço não. Parece que você é nova aqui, certo?
- Sim, tem razão, diz ela. Mas não lhe pareço familiar?
- Eu quase te confundi com uma pessoa que eu conheci hoje mesmo, sabia? - Confessei –
- Ah que legal, menino. Qual o seu nome?
- Nero, e o seu?
- Nero? Que nome mais estranho.
- Nossa, você falou igual a pessoa que eu conheci hoje, quando disse meu nome. Saiba que ela reagiu da mesma maneira.
- Interessante, diz ela. Bem, eu vou subir, até mais. Te vejo no sábado.
- Sim, sim. Prazer em conhecê-la, ou revê-la. – Sussurei –
Assim que me despeço daquela mulher, que mesmo dizendo meu nome, não descubro o seu, avisto um cordão de prata com algumas letras, que pareciam ser o nome de algumas de suas parentes, irmãos, talvez. Estava escrito “ Andy e Deza “. Logo quando saio pelo portão, recebo a notícia do porteiro que haveria paralização de ônibus. A única alternativa era a de ir para a casa. Me pergunto se esse seria o motivo para não encontrar ninguém no pátio, às 7:00 da manhã de uma sexta-feira.
Um dia depois...
Acordo disposto, pois finalmente era sábado e eu teria aula com “ Andy e Deza “. Fico martelando, o que seriam esses nomes. Não importando muito o significado disto, me banho, me arrumo, então me apronto para sair. Vou até a rodoviária, de carro, para pegar o mesmo ônibus com listras paralelas de cores azul e vermelha. Entro nele, e sento no mesmo banco, o do meio no final do corredor do ônibus, esperando que pudesse reencontrar Andressa mais uma vez, para que pudesse pedir algum meio de contato, talvez o número de seu telefone fosse ideal. Porém, como um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, tive uma viagem tranqüila e sem nenhuma linda mulher no ônibus. Cheguei ao colégio, e notei que os meninos e meninas que compõem a minha turma, estavam lá, e senti que meu sábado não passaria de algo tão tedioso e simples, a não ser naquela parte da manhã. Passaram-se alguns minutos até que o sinal bateu e o portão se abriu. Era a hora da aula!
Subimos, em grupo, até o 3º andar, pois uma turma de 3º ano, assiste aula em seu respectivo andar, então, nos dirigimos à nossa sala, e entramos. Como de costume, o professor sempre demora um pouco, e quando isso acontece, formam-se grupos na sala. Uns conversam sobre o BBB, outros sobre Anime, outros contam histórias sobre suas vidas ou o que fizeram nos tempos vagos, principalmente nas férias, e outros criam um grupo de jogatina no fundo da sala. Minutos depois, a professora de Inglês bate na porta, pede licença e dirige-se à sua mesa, localizada na parte frontal, mais para a direita da sala. Todos, os garotos, espantados com o charme e beleza de nossa professora que resolve se apresentar. Então ela diz :
- Bom Dia, meu nome é...
No momento que diz isto, reparo na luz solar que reflete seu colar de prata e lembro das palavras que estavam escritas, permitindo que numa fração de segundos, me caia a ficha que seu nome, apenas poderia ser...
-...Andressa – termina a professora –
Meus olhos se arregalaram com o fato de possuir o mesmo nome daquela loira dos olhos azuis. Todos se apresentaram, e eu permaneci calado no meu canto, sem mover nem um centímetro de minha boca para dizer absolutamente nada. Eu tremia de frio ou nervosismo, não sei ao certo o que era exatamente aquela sensação, mas era algo surreal, então pensei comigo que poderia ser algo do destino, uma coincidência. Não devia ser nada demais, mesmo as duas mulheres lindas aparentando ter o mesmo rosto, jeito, e para piorar, o nome. Então Andressa, minha professora, aponta para mim e pergunta:
- Seu nome é Nero, certo?
- S-Sim, professora. – Respondo eu, espantado –
- Não precisa ficar nervoso, nós já não nos vimos duas vezes?
Então eu não a respondi, e nem ela fez questão que eu a respondesse. Um silêncio tomou conta da conversa, não dos outros, que estavam a comentar sobre a beleza de Andressa, mas tomou da minha e da professora, esta que me deu todos os motivos para crer que ela fosse a garota que conheci no ônibus. Mas, mesmo se fosse, como ela poderia trocar de roupa e cabelo num curto período de tempo? E outra, eu a vi descer do ônibus ontem! Ainda tem mais uma coisa que me intriga: Como o homem que sentou na poltrona à minha esquerda não a viu, e agora, uma sala cheia de alunos a estaria vendo. Isso seria possível? Não a meu ver.
Como sua primeira aula, lembro dela ter comentado alguma coisa sobre um sujeito chamado “ Verbo To Be “, não me lembro muito bem, pois estava concentrado na possibilidade de encontrá-la novamente. Andressa. Agora tudo fazia sentido, me refiro ao colar de prata, cujas palavras inscritas nela, formavam seu nome. “ Andy e Deza “ formam “ Andressa “. Como não pude perceber? Tão ridícula esta minha falta de atenção. O que será que devo fazer? Falar com ela? Ou será que apenas deixarei passar? Vou esperar, quero ter certeza de que não estarei cometendo nenhum engano, até mesmo porque não tem como uma pessoa mudar de aparência assim, de repente.
Toca o sinal, é hora do intervalo.
A turma sai, rapidamente da aula, cada grupo faz o que estão acostumados a fazer, como por exemplo, tem aqueles que vão para a fila do lanche, outros vão à biblioteca, não para ler livros, e sim para jogar Uno. Eu, não quis ir com nenhum desses. Pela primeira vez, quis ficar ali, na sala, sentado, esperando alguma explicação da minha professora, ou da Andressa, não importa quem fosse aquela mulher, eu apenas queria ouvir algo dela que extinguisse a minha dúvida e alimentasse a minha certeza. Andressa arruma suas coisas, apaga o quadro e se prepara para sair. Mas antes, ela me pergunta:
- Ué garoto, vai sair não? Você sabe que tocaram o sinal, não sabe?
Então, eu respondo :
- Eu não vou sair, mas sei que o sinal foi tocado. Tomei coragem para perguntar à senhorita, o que quer de mim? Eu sei que você é aquela menina loira, de olhos azuis que conheci ontem, no ônibus. Me explique, por favor, diga o que está havendo. Seja breve, pois logo voltarão todos.
- É, parece que não conseguir me disfarçar por muito tempo. Há duas coisas que eu realmente gostaria que você soubesse sobre mim :
- 1ª coisa, eu estou sentido algo por você. Não me leve à mal, mas é um sentimento que vocês humanos chamam de paixão.
- Epa, epa, espera. O que você quer dizer com “ vocês humanos “? Por acaso, você não é humana?
- Então, Nero, essa é a 2ª coisa, eu sou um demônio. Não sou ruim, nem diabólica. Tenho sentimentos, e há muito tempo, estou de olho em você, porém, só tive coragem para vir aqui na Terra, e me declarar para alguém especial igual a você, há pouquíssimo tempo.
- O...O quê? Você é um demônio? Não posso acreditar no que estou ouvindo! Mas isso não pode ser verdade, essas coisas de demônio se relacionando com humanos não existem. É um absurdo!
- Sabia que você não entenderia na primeira vez, por isso, não queria te contar. Mas você percebeu.
- Andressa, eu não ligo para esse fato de você ser o que é, por que, eu senti algo por você desde a primeira vez que eu a vi. Sinto que, talvez, fosse possível ter uma vida ao teu lado, não importando o que pudesse acontecer. O que acha? Não existe uma regra no seu mundo que pudesse impedir esse nosso relacionamento?
- Não, Nero. Não existe. Podemos fazer nossa própria regra, viver do jeito que quisermos, não dando a mínima para o que os outros pensam ou deixam de pensar.
- Isso era exatamente o que eu queria ouvir.
- Nero, tocou o sinal, tenho que ir. Não se assuste, pois quando você menos esperar, estarei ao seu lado.
- Assim, eu espero. Adeus Andressa.
E assim, minha professora sai de sala, e eu fico ali sozinho, pensando em tudo o que conversamos e tentando entender duas coisas praticamente impossíveis. Uma era o fato de Andressa ser um demônio. Mas a outra, era a que mais me intrigava, o fato dela estar apaixonada por mim. Isso sim é impossível. Felizmente ela estava, e eu não serei tolo ao extremo se não me entregar à ela, não retribuindo o amor que sente por mim, da mesma maneira. Um amor verdadeiro assim como este, é raro de se encontrar, por que só existe um dele.
A turma volta do intervalo, e depois disso, teríamos uma série de aulas. O que seria chato de contar, e mais ainda de ouvir.
Chego em casa, esta que se encontrava vazia. Olho na mesa da sala e vejo um bilhete, então abro e leio.
“ Nero, seus pais saíram e foram almoçar fora, te deixaram um prato de comida no microondas, se estiver com fome, esquente e almoce. Durma um pouco, pois quero te ver descansado e disposto para de noite. Com amor e carinho, Andressa. “
Depois de ler aquela carta, pensei em duas coisas distintas, uma seria o que ela estaria preparando para nós de noite, e a outra era que eu estaria com medo de que esse amor se tornasse algo obsessivo. Segui seus conselhos, almocei e dormi. Então, acordo e deparo com Andressa do meu lado, na cama, vestindo uma camisola de tamanho médio, de cor rosa. Acho que não fizemos nada, pelo menos, eu não me lembro de ter feito nada. Então, assustado, perguntei :
- And...Andressa, o que está fazendo aqui?
- Só descansando com você, meu amor.
- Mas, você não pode chegar assim do nada. Você não tem casa, tem?
- Nero, querido. Eu sou um demônio que muda de aparência e que se tele-transporta, então, me diga : Qual o motivo de ter uma casa?
- Realmente, nenhuma.
- Então... – Diz ela. –
- Fizemos algo de errado? – Perguntei –
- Se você acha que dormir, apenas, é algo de errado, sim, fizemos. – Responde ela, certe de si –
- Tudo bem, então. Vou levantar e tomar um banho, fique aí.
- Sim, não precisa pedir duas vezes. – Andressa sorri –
Me direciono ao banheiro, lavo meu rosto, escovo meus dentes, me preparo e, finalmente, entro no ‘boxe’. Desligo o chuveiro, giro a torneira, então, me banho.
Demoro uns 10 minutos para me banhar.
Porque 10 minutos depois de ter entrado no banho, sinto falta de Andressa, não de saudades, mas sinto como se ela estivesse saído do meu quarto, como se tivesse evaporado. Saio do boxe, me seco, me visto e volto ao quarto. Chegando lá, vejo que minha loirinha dos olhos azuis não se encontrava ali. Não entrei em desespero, pois ela podia ir e vir, como bem quisesse, mas o problema ela que ela podia não voltar. Foi isso, o que me preocupou.
Meus olhos ainda ardem de sono, mesmo depois de algumas horas de descanso e um bom banho frio. Faço apenas o certo, deito e durmo. Se estivesse com sorte, poderia sonhar com Andressa, e talvez descobrir onde ela estava. Adormeci.
Alguns minutos depois, acordo e ouço a voz de Andressa. Levanto, desesperadamente, da cama e gritando por ela. Então ouço com mais clareza :
- Nero, Nero! Eu voltei meu amor, voltei para minha casa. Desculpe-me, não posso continuar vivendo essa fantasia com você. Eu sou um demônio e você um mero humano.
- Você disse que isso não importava no nosso relacionamento.
Depois de ter dito isso, Andressa continuou falando. Me pareceu estar num pesadelo, pois ela não podia me ouvir. E continua falando :
- Espero que encontre alguém para poder te amar, tanto quanto eu te amei. E quero que saiba de mais uma coisa : Eu sou sua mulher ideal.
Isso é verdade, ela é minha mulher ideal, loira, dos olhos azuis, perfeita. Deve ser por isso que ela não existe, uma garota que está em meus pensamentos, nas minhas idéias.Isso seria injusto, depois da chance que eu teria de começar algo com ela, um amor infinito.Nem um pouco obsessivo.
De repente, acordo, transpirando.
- Ah! Isso foi apenas um sonho, pelo menos é o que eu espero. Mas, se bem que Andressa não está aqui comigo. Para onde será que ela foi?
Dito isso, meu celular toca. Era uma música informando uma nova mensagem SMS, de Andressa. Mas não me lembro, em nenhum momento, de ter dado a ela o meu número. Há inúmeras maneiras de ter conseguido isso, não vou tentar adivinhar.
Eu abro a mensagem.
“ Nero, espero que entenda. Achei que por sonho, seria a maneira mais fácil de te contar isso. Beijos, Andressa. “
- Então, isso não foi um sonho, foi tudo real. – Lamento – “

Fim

- Obrigada, Nero. Foi uma excelente história. Gostaria de saber se é verdade que você cria essas histórias, todos os dias antes de ir dormir. – Dizia a coordenadora do concurso de histórias do Hospício Santa Helena. –
- Sim, é verdade. Eu tenho muitas em minha cabeça. Quando o segurança me empresta um papel e uma caneta, eu consigo salvá-las.
- Excelente. Agora, Nero, peço que passe a palavra para o Sr. Virgil. Ele nos contará uma história sobre a vida dele, ou sobre algo imaginário, como a sua Nero. Silêncio, por favor. Sr. Virgil, pode começar.
- Com licença, vou ao banheiro. – Diz Nero –
Nero se retira da sala de apresentações do Hospício Santa Helena e se dirige ao banheiro. No caminho, o segurança o cumprimenta, dizendo que a história fictícia que ele contou, foi esplêndida, maravilhosa. E pergunta a ele:
- Então, Nero. Não quero te azarar, mas você sabe se está perto de sair deste lugar?
Então Nero responde :
- Seu Guarda, eu não quero sair daqui. O Hospício Santa Helena virou uma casa para mim.
Repare bem, todos os dias eu tenho comida quente, roupa lavada, um ambiente todo branco, que me lembra o Céu e um lugar bonito que eu posso contar minhas histórias. – Nero solta um sorriso –
- Ah sim, meus parabéns pela história, de novo. Mas, deixe-me te perguntar algo. O senhor gostaria que essa tal de Andressa existisse?
- Sim, com certeza. Mas até um homem, de 30 anos e louco, como eu, saberia que não poderia se apaixonar por uma mulher tão intensamente, como o personagem. Imagina se realmente acontece isso, se ela abandonasse o amor da vida dela, de um minuto para o outro. Me responda : O que o protagonista iria fazer? Se matar seria o mínimo que ele poderia pensar em fazer. O que eu quero dizer Seu Guarda, é que não importa quem seja a mulher, perfeita ou não...Ah! Me desculpe, tomei muito tempo do senhor. Deixe-me ir ao banheiro, então terminaremos nossa conversa.
- Tudo bem, vai lá. – Diz o guarda –
Nero vai ao banheiro e demora uns 5 ou 6 minutos, aproximadamente. E quando volta, nota que o guarda não está mais lá, então Nero decide voltar à apresentação do Sr. Virgil. Chegando lá ouve um pequeno trecho da história de seu colega de hospício.
- “ Rápido, ande depressa. “ – Conta Sr. Virgil –
Nero, então, com a ajuda dessas humildes e singelas palavras, lembra de sua amada fictícia.Até numa frase qualquer, de uma história diferente, esse nome o chama à atenção.Prestemos atenção nas palavras : ANDe depRESSA. Ele, então pensa que não importa o que faça ou que história crie, Nero jamais se esquecerá de sua loirinha dos olhos azuis.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Inferno de Dante

Essa é a minha primeira postagem, então, espero que comentem, independentemente da opinião. Se gostarem, e se quiserem continuação, terão de esperar um tempo. Longo ou curto, vai depender.



Capítulo 1

A Morte

Desculpe, caro leitor, pelo motivo da morte do nosso protagonista ser algo tão banal, porém, garanto que sua aventura será emocionante ao ponto de esquecer sua trágica morte.

Numa manhã de domingo, Dante, um homem alto de, aproximadamente, 1m e 79cm, com cabelos castanhos escuros e olhos pretos, acorda com uma ligação de sua namorada - esta por sua vez, era esbelta como Afrodite. Possuía lindos cabelos loiros cacheados, recheados de um belo par de olhos azuis, misturados com uma pele branca e delicada - perguntando-lhe como havia dormido e desejando-lhe um excelente dia. Ele acorda, desliga o despertador e levanta, toma um banho, se apronta com uma jaqueta do Botafogo, calça jeans e um par de All-Star vermelho, come uma maçã e se prepara para sair. Pega as chaves de sua Nissan Frontier, preta, e dirige-se à uma joalheria para comprar um anel de noivado para Caroline, sua namorada. Saindo de lá, é abordado por um homem de máscara, cujo banho não se via há dias, alto, negro, com um vocabulário que não se dava para entender - Não se sabe se era pelo motivo de ter dentes tortos, ou pelo fato de estar bêbado. Mas como se não bastasse, tenho a impressão de que a explicação para tais fatos era a que vestia uma camisa do Flamengo. Dante reage e, por conseqüência, o tal bêbado, o chamarei assim, saca uma faca, que por sua vez, estava mal-afiada e enfia em Dante, este não resiste, então, acaba morrendo.

Eu disse que sua morte era banal, mas relaxe, pois o melhor de sua aventura ainda está por vir.

Quando deu por si, Dante se encontrava num lugar harmonioso, branco e pacífico, um lugar que não se dava para ver o fundo, sabe? Igual quando olhamos em direção à uma montanha, e só vemos um verde-piscina. Pois é, só que no caso, não era um verde-piscina, era um branco, apenas branco. Uma cor que demonstraria um certo vazio, geralmente usada, em filmes, para representar o ...

- Céu ! Não acredito que morri com apenas uma facada na costela. Mas e agora, como será que irei voltar para minha querida Caroline ?

Dante esperou cerca de alguns minutos, o que foi suficiente para se familiarizar com o lugar. Até que um homem loiro, forte e alto, de olhos verde escuros e uma tatuagem que iria do peito esquerdo até o pulso, do mesmo braço veio em sua direção e disse:

-Dante! Que prazer em vê-lo aqui. Até mesmo eu, um mensageiro divino, não esperaria sua passagem por aqui, tão cedo.

Então Dante responde :

- Prazer? Só se for para você, porque eu tive meu carro roubado junto com o anel de noivado, então não me amole, pois meu dia começou ruim.

- Ah, desculpe, esqueci de me apresentar. Meu nome é Pedro, mas não vim aqui para conversar, e sim te dar uma missão. E não adianta recusar, pois é uma missão de lá de cima.

- Prazer. Suponhamos que eu aceite, que missão seria?

- Simples, apenas 3 etapas :

1 – Pegue o Trem da Morte e atravesse monstruosa “ Highway to Hell “. Eu falei isso porque sou um grande fã do AC/DC, por favor, não me leve a mal.

2 – Entre no Inferno.

3 – Mate os demônios necessários e julgue, pelo menos, duas almas.

E aí, o que me diz?

- Há, vai sonhando, o que eu ganharia com isso?

- Nada mais e nada menos do que uma nova vida e o direito de voltar para Caroline.

- Ahn? Caroline? – Dante pareceu confuso – Certo, eu aceito.

- Que bom, providenciarei sua passagem para o Trem da Morte.

Dante permaneceu no mesmo lugar até Pedro voltar com a sua passagem.

- Aqui está, boa sorte.

- Não preciso, sorte é para os fracos.

- Ah, Dante! Quase me esqueci. Leve esta foice com você, será bem útil.

- Ok, valeu.

Capítulo 2

A Viagem que duraria 5 horas

Através de uma saída pelo Céu, Dante se dirige à Estação do Terror, que já pelo nome, daria pra perceber como seria o lugar. Um corredor enorme, que talvez fosse grande demais para uma estação normal, decorada com milhares de caveiras com asas, algo surreal, e nas plataformas havia uma mensagem, escrita com sangue, que até hoje não sei o que significa: “ A7x “ . Então, Dante espera a chegada do trem, cujo comprimento equivale a 7 vagões, sendo que cada um possuía uma mensagem, que estaria mais para um nome, escrito numa placa de metal. São eles, em ordem : “ Nightmare ”, “ Afterlife “, “ Beast and the Harlot “, “ Lost “, “ Scream “, “Gunslinger “ e “ So Far Away “. Mas, caro leitor, quem iria dar um nome para cada vagão de um trem ? Desculpe a franqueza, mas nem a Supervia faz isso. Porém isso não abala nosso protagonista, que em seguida, pega o Trem da Morte e senta num banco de estofado de madeira qualquer. De acordo com os cálculos de Dante, a viagem duraria cerca de 5 horas.

Uma hora se passou, até que o capitão do trem, um homem com uma aparência de senhor de idade, usando um chapéu branco, que lembra um marinheiro. Usando um cachimbo marrom e uma perna de pau, senta no banco em frente ao de Dante e eles começam a conversar:

- Olá, caro amigo, eu sou o Capitão Falange.

E o capitão estende sua mão.

- Eu percebi, você é um tagarela. Meu nome é Dante.

Então, Dante estende sua mão também.

- Por que diz isto? Mal nos conhecemos.

- Falange, se você fosse um homem normal e se fosse quieto na sua, não viria falar comigo.

- Tudo bem, você me pegou, só queria vir aqui para conversar sobre as coisas, sobre o que aconteceu com você para poder parar aqui, como você já pôde perceber, eu sou sim, um tagarela. Mas vim aqui, principalmente para tentar ser seu amigo, mas acho que não funcionou, certo?

- É, correto, não funcionou. – Me digam. Pra quê ?! Pra quê Dante foi tão grosseiro assim? Haha, se liga nas conseqüências. -

- Então morra!!! – Grita Falange -

Capitão Falange pula bem alto e retira seu disfarce de capitão, mostrando uma aparência totalmente diferente. Só que esta seria um homem ou demônio, melhor dizendo, com uma face horrenda, que lembrava o Smigol, para quem não se lembra, aquele bicho feio, com 3 fios de cabelo e um sorriso maravilhosamente admirável, do Senhor dos Anéis. Então Falange se mostra :

- Sou o Demônio da Inimizade, prepare-se para morrer!

Nesse tempo, envolvendo todo esse teatro do Demônio da Inimizade, finalmente, há a hora da luta, então este se arremessa para cima de Dante, jogando sua foice para bem longe, e quando ele iria roubá-la de Dante...Há! Dante o segura pela perna e com força e brutalidade, o atira na parede do trem, quebrando todas janelas possíveis. Com uma certa pressa, Dante puxa sua foice do chão e joga em direção ao Demônio da Inimizade, que já se encontrara de pé. A foice atinge em cheio, sua cabeça, e o deixa agarrado à parede por ela.

Bem, depois disso tudo, Dante percebeu que estava sozinho no trem e ainda restavam 3 horas para o desembarque, portanto, entra numa cabine com um nome estranho na placa do lado de fora, “Illuminatis “. Se deita e dorme, pois sabia que devia estar completamente restaurado para o que estava por vir.

Capítulo 3

Bem vindo ao Inferno, Dante !

Finalmente ele acorda e por conseqüência é justamente na hora do desembarque. Dante levanta, pega sua foice e diz adeus ao maravilhoso trem. A aventura foi divertida, mas ele teria de partir. O ambiente era completamente diferente do que havia visto no Céu. Esse era absurdamente quente, com um céu vermelho e com nuvens pretas, com gritos de desespero por todos os lados. E em vez de montanhas verde-piscina, não haviam montanhas, era apenas um fundo meio vinho e meio preto. Para poder se familiarizar com o ambiente, era necessário que Dante saísse, andasse um pouco, e quem sabe, atingiria seu objetivo em um tempo curto. Não demorou muito, até que o protagonista encontrasse certas pequenas ameaças pelo caminho.

Dito e feito, logo para Dante, apareceria uma criatura não tão horrenda, seria importante ressaltar que a criatura era bem elegante e de boa postura. Aposto que vosso querido leitor não acreditaria se dissesse que este demônio, lembrava Bruno Mars. Com seu terno azul escuro, e seu com sua mão segurando o chapéu, dando assim uma pinta de galã à criatura. Pelas roupas, daria a entender que era um homem todo romântico e que, aparentemente, curtiria alguns poemas e rimas.

- Olá, sou o Demônio da Rima e irei dizer algumas palavras, antes de você morrer.

Seja bem-vindo viajante, cujo nome é Dante. Saiba que eu irei vencer, e no Inferno você vai apodrecer. Eu e meus amigos, nunca cairemos, e é a sua morte o que mais queremos!!!

Então o Demônio da Rima lançou-se, desesperadamente, em direção a Dante, efetuando inúmeros golpes, porém, não acertando nenhum. Num certo movimento do demônio, Dante segura seu braço, e o golpeia no estômago, se é que ele tinha um, com o outro braço, o que faz o demônio cuspir sangue e sentir uma dor “infernal”, entendeu ? Pois é, continuando com a história, percebemos que foi uma luta muito fácil para Dante, que logo em seguida deste soco no estômago, dá uma banda no poeta e diz :

- É melhor parar, por que não vai querer continuar.

Dito isto, o demônio diz a Dante :

- Olhe para o meu terno, agora vá pro Inferno!

Eu acho que ele não percebeu a certa ironia nesta frase, ou apenas disse isso para poder rimar e morrer tranqüilamente nas mãos do nosso protagonista. O pobre Demônio da Rima faleceu com apenas dois socos bem violentos no gogó. Se tivesse sobrevivido, não seria um demônio, e sim um anjo.

Dante apóia a foice no ombro direito e diz aos outros demônios:

- Não venham atrás de mim, pois se vierem, terão o mesmo fim. Não sou homem de palavras, mas gosto de matar os demônios e jogá-los nas valas.

Então, as ameaças restantes bateram em debandada.

Ao andar mais um pouco em direção ao seu objetivo, Dante finalmente encontra uma alma pedindo para ser julgada. Seu nome é Francesca Del La Polenta, uma mulher linda de cabelos pretos e lisos, com olhos “azuis metralhadores”. Não sei muito bem o que isso significa, mas tenho para mim que seja aqueles pares de olhos que ao serem vistos, diretamente, te levam a uma outra dimensão, fazendo você se sentir um corpo morto, sendo afogado em um mar, ou melhor, em um par de olhos azuis. Seu crime foi de cometer bigamia com dois irmãos. Dante decide perdoá-la, até mesmo porque, ninguém é de ferro.

Dante encontra um rio, próximo de onde Francesca estava, mas ele não vê apenas um rio, e sim, uma chance para se refrescar e beber um pouco d’água, além de descansar seus pés cansados. Mas, como o ser humano não tem tempo para descanso, Dante ouve uma voz dizendo, louca e repetidamente :

- Vou te matar, Dante! Vou te matar, Dante! Vou te matar, Dante!

Então, de dentro do rio sai um demônio baixo, de chapéu e corcunda, usando uma luva com garras. Para ser sincero, não estou testando seus conhecimentos, caro leitor, porém, não sei se já jogou The King of Fighters, onde há um lutador idêntico a esse demônio. Quando se apresenta :

- Sou o Demônio da Loucura e vim te matar !

Dante, rapidamente, se vira e, de fato, cansado de ouvir aquelas ameaças, ergue sua foice e o ataca verticalmente, todavia, com a velocidade do demônio, ele consegue escapar facilmente. Em seguida, o próprio demônio dá uma investida giratória, um golpe idêntico ao Gatsuka do Kiba. Teria sido fatal, se Dante não tivesse se defendido com sua foice. Saíram faíscas do ataque em contato com a arma de Dante. Ao término deste ataque, Dante contra-ataca com apenas um soco. Meu Deus, foi desastroso. Eu, particularmente, não agüentaria. Mas um demônio não é tão fraco quanto um ser humano, que permanece em pé e ataca com uma série de golpes com suas garras afiadas. Dante foi rápido ao infinito e umas duas vezes mais, que com um milagre, conseguiu defender todos os golpes do inimigo, e quando houve uma brecha, parte seu corpo em dois, verticalmente. Para gabar-se de sua vitória, Dante diz :

- Ninguém, pode com minha...

No momento em que iria dizer “ foice “, olha para ela, e então nota uma mensagem “ Anklusmos “ que significa “ Contra-corrente” em grego. Então Dante reformula sua frase de glória:

- Ninguém pode com minha Contra-corrente. Então, morre diabo!

Com esse, elimina 3 demônios e purifica uma alma, mas ainda faltava muita coisa pela frente.

Caro leitor, até eu, o próprio autor desta história, estou com pena do protagonista. Esse homem não tem nenhum tempo para descansar! Mas creio que possa explicar o motivo para tal fato. Se eu escrever a cada luta que Dante descansara, não haverá tempo para a apresentação das outras redações. Então, continuemos com nossa querida e emocionante história.

Não muito longe dali e sem nenhum tempo pra descansar, Dante se encontra com mais um demônio, que diz :

- Nossa, se chegou até aqui é porque merece algum respeito, mas saiba que não sou fraco que nem os outros.

Então Dante retruca :

- Veremos se é bom o bastante pra me derrubar...

- HaHa, eu sou o Demônio Centauro e te matarei Dante!

- Pois venha, Centauro.

O demônio parte com velocidade para cima de Dante que pula e ataca sua parte superior com a foice, porém, é inútil, porque a parte humana é feita de metal. O centauro dá outra investida, permitindo que Dante contra-ataque. Felizmente, é isso o que ele faz. Dá uma rasteira e aproveita para cortar as quatro patas do Demônio Centauro, que cai gritando, desesperadamente.

- Ganhei, bode – Diz Dante –

Então o corta em pedaços e joga sua parte metálica no rio. O centauro afunda eternamente e, em minutos, falece.

Capítulo 4

A Última Alma Julgada

Depois de uma longa aventura, nada mais justo do que nosso herói poder descansar um pouco, então arranja uma pedra e senta durante 2 horas, até que :

- Companheiro ! Por favor me ajude.

Um homem de terno, rastejante, e implorando por ajuda, não é algo normal, certo? Ainda mais neste lugar. Porém, ele não pareceu uma má pessoa para Dante, que mais tarde o julgaria por um de seus pecados. Era branco, com barba e bigode, contendo uma voz, relativamente grossa, estava bem vestido, de terno, porém, rasgado e com uma faixa listrada de cores verde e amarelo, apoiada no ombro. Era a segunda alma pedindo para ser julgada.

- Quem é você ? - Pergunta Dante –

- Meu nome é Luiz.

- E qual o seu pecado?

- Bem, não sei, tem uma carta de descrição no bolso do meu paletó, mas eu nunca tive coragem de ler. Será que o companheiro poderia?

- Tudo bem, mas só porque é o meu trabalho.

Veremos... Aqui diz que de todos os seus pecados, eu tenho, apenas, que te julgar por um.

- E qual é esse? - Pergunta Luiz -

- Elaborar a nova ordem...ortográfica.

- Mas isso é...

Não deu tempo do presidente terminar de falar, quando Dante, sem total piedade, o perfurava com sua foice.

É muita crueldade, realmente, num país onde já se possui uma cultura formada, há 511 anos, um sujeito de terno e barba branca chegar ao poder e reformar toda uma cultura literária. Não sei nem como os professores atuais se deixaram levar por tal fato.

Mas o pior, ele não sabia que viria. Me refiro a Dante.

O último demônio aparece para Dante, não totalmente, apenas dá pra sentir sua energia de muito longe. Para ser sincero, perto dali haveria uma montanha, que mais cedo ou mais tarde, Dante teria de escalá-la. Sem pressa nenhuma para dar fim ao último demônio, Dante se joga no rio – que por sua vez, tinha águas geladas. Caro leitor, só nessa história mesmo para haver águas geladas e um ambiente refrescante, no Inferno - para se refrescar e sentir um pouco de água gelada no corpo. Mas nadar no Inferno não deve ser nada saudável, para um ser humano. A parte boa disso tudo, é que depois dessa aventura emocionante, dá para se perceber que Dante, não é um ser humano comum, então acho que ele pode nadar nas águas geladas do Inferno. Saindo de lá, disposto a escalar a montanha, Dante chega com facilidade ao topo, graças à sua foice especial.

Finalmente chega o encontro final.

Capítulo 5

A Despedida de um Grande Amor

Num clima simples, calmo e apaixonante, o último demônio se declara, dizendo :

- Olá Dante, sou o Demônio do Amor. Bem vindo à minha arena, onde será o seu túmulo.

- Ah! Essa voz ! Não pode ser ! - Dante se espanta -

- Sim, meu amor, sou eu, Caroline.

Depois que soube de sua partida, e que havia me abandonado, resolvi preparar meu banho, entrar na minha banheira e, sem mais, nem menos, cortar meus pulsos. O que fez com que eu estivesse aqui, agora. E quero que saiba, que irei te matar.

- Me matar, mas por quê ?

- Para eu poder voltar a viver a minha vida, novamente.

- Pensei que você me amasse. – Diz Dante –

- Mas eu amo. Não tanto quanto a mim mesma, porém, te amo.

- Não precisa se dar ao trabalho de me matar, deixe-me fazer isso. – Diz Dante –

- Sim, se preferir.

Então Dante ergue sua foice e acaba atacando Caroline. Se acha que foi suficiente para derrubar o último demônio, está completamente enganado. Numa habilidade única, Caroline se defende, com uma barreira de pétalas de rosas cortantes, o que cega algumas partes da foice de Dante. Ele, por sua vez, não descansa e ataca múltiplas vezes o lindo corpo de Caroline, portanto, nenhum surgiu efeito.

Então Caroline diz :

- Dante, você não me ama ? Jamais pensei que fosse capaz de tentar ferir o corpo de sua amada, ou ao menos pensar em atacar-me.

E Dante retruca :

- Maldita! No momento em que resolveu me matar, senti um ódio tão grande que a única coisa em que pensei foi em decapitar esse seu lindo rostinho de bebê.

- Haha, como se isso fosse possível, meu amor. – Finaliza Caroline –

Dante, prepare-se para morrer, serei rápida e certeira.

- Tente, loirinha. – Responde Dante –

Caroline invoca seu chicote de espinhos e com ele, envolve a foice de Dante que a arremessa para o abismo abaixo. Ainda com sua defesa de pétalas, vai se aproximando, lentamente, de Dante para dar-lhe o beijo derradeiro. Dado o beijo, Dante diz :

- Parece até Judas. Traidor com um beijo.

Então Caroline perfura Dante com uma “ chuva de pétalas cortantes “ e perfura seu coração com seu chicote de espinhos, matando-o, porém, deixando um aroma de rosas no ar do Inferno.

Caroline se vira, e joga uma flor.

Já, Dante, caído, resmunga por ter se apaixonado por uma mulher tão bonita e ao mesmo tempo tão vingativa, que foi capaz de destruir o próprio amor, para poder ter uma chance de viver novamente. Mas, mesmo caído e com o mínimo de forças restando, o celular de Dante toca, e ele demora uns 5 segundos para atender, devido ao seu cansaço e condição. Mas ao atender, depara com a voz de Caroline perguntando-lhe se dormiu bem e desejando-lhe um excelente dia.